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O Custo da Perpetuação: A Economia Política do Clientelismo nos Municípios Brasileiros
A perpetuação de grupos familiares no poder local, longe de ser um fenômeno folclórico ou residual, constitui uma engrenagem central da política brasileira. No entanto, a pergunta que frequentemente escapa ao debate público é: essa permanência gera desenvolvimento? A literatura especializada sugere que a resposta é, no mínimo, ambivalente, apontando para uma dinâmica onde a
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A Crise Decisória no Direito Brasileiro: Por que as teorias tradicionais falham?
Quem opera diariamente no sistema de justiça brasileiro depara-se com um fenômeno incômodo, opera inegável: a imprevisibilidade. Em algum momento, tornou-se comum observar casos com idêntica moldura fática e jurídica receberem soluções diametralmente opostas, a depender do órgão julgador ou do estado de espírito de quem decide. O Direito, que deveria funcionar como um elemento
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A Mutação da Hegemonia Local: Do Coronelismo Clássico à Estagnação Institucional Contemporânea
Por Lucas Nonato A ciência política brasileira frequentemente depara com um paradoxo: a persistência de estruturas de poder tradicionais em um ambiente democrático tecnologicamente avançado. Ao revisitar a obra clássica de Victor Nunes Leal, Coronelismo, Enxada e Voto (1949), somos compelidos a questionar — mais de meio século após sua publicação — a continuidade das
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O Ethos no Tribunal do Júri: A Autoridade Moral do Promotor de Justiça
Fechamos nossa análise da retórica clássica no Tribunal do Júri com o pilar mais sensível e, paradoxalmente, o mais poderoso: o Ethos. Se o Logos representa a estrutura lógica do argumento e o Pathos evoca a canalização das paixões e sentimentos, o Ethos é o próprio caráter do orador manifestado e validado através da palavra.
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O Pathos e a Indignação Ética no Conselho de Sentença
Quando a emoção é o instrumento de justiça; e quando se torna seu avesso. Fosse o Direito redutível a lógica, o Tribunal do Júri há muito tempo teria sido abolido por um algoritmo. Ele persiste, aliás, continua causando fascínio e crítica, porque o julgamento pelos pares pressupõe o que a lógica formal não alcança — ao
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O Logos e a Arquitetura da Denúncia: A Lógica como Instrumento de Justiça
Na tradição aristotélica, o Logos é a prova lógica, a clareza da exposição e a higidez do raciocínio. É o que sustenta a estrutura da denúncia, impedindo que ela seja apenas uma narrativa de fatos e transformando-a em uma demonstração da verdade processual.
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O idiota de Aristóteles e o Brasil contemporâneo: breve crítica de um conceito
Castelo do Piauí, 28 de abril de 2026. O problema A retórica clássica prevê três dimensões do discurso — ethos (caráter do orador), pathos (emoção da audiência) e logos (estrutura lógica). Na arena pública brasileira contemporânea, essas dimensões foram distorcidas: o ethos tornou-se performance de pertencimento tribal; o pathos, um cardápio restrito de indignação e
